Uma crise de pânico pode envolver medo intenso e sintomas físicos que surgem rapidamente. Como manifestações semelhantes também podem ocorrer em condições médicas, especialmente na primeira vez ou diante de sintomas diferentes, é importante evitar autodiagnóstico e procurar avaliação quando necessário.

O que pode acontecer durante uma crise

Palpitação, tremor, suor, falta de ar, sensação de sufocamento, tontura, formigamento, desconforto no peito e medo de perder o controle podem aparecer. A combinação e intensidade variam.

Ter alguns desses sintomas não confirma transtorno de pânico. O diagnóstico exige avaliação e considera recorrência, preocupação com novas crises e mudanças de comportamento.

Primeiro: verifique segurança

Se a pessoa estiver dirigindo, operando máquinas ou em local de risco, ajude-a a ir para um espaço seguro. Fale de forma calma, reduza estímulos e evite cercá-la com muitas pessoas.

Não ofereça medicamentos de outra pessoa. Se houver desmaio, dor intensa, dificuldade respiratória importante, confusão, gestação, condição cardíaca conhecida ou dúvida sobre emergência, procure atendimento imediato.

Respiração sem transformar em cobrança

Orientar uma expiração mais lenta pode ajudar algumas pessoas, mas frases como “é só respirar” podem aumentar frustração. Acompanhe sem exigir que os sintomas desapareçam rapidamente.

Pedir que a pessoa observe pontos concretos do ambiente e sinta o apoio dos pés pode ajudar a recuperar orientação, desde que ela se sinta confortável.

O que evitar

Não minimize, ridicularize ou force a pessoa a explicar tudo durante o pico do medo. Evite afirmar com certeza que é apenas ansiedade quando não houve avaliação.

Também não incentive fuga permanente de todo local associado à crise. Depois, com suporte profissional, será possível compreender gatilhos e padrões de evitação.

Depois que a intensidade diminui

Reserve tempo para recuperação, hidrate-se e registre o que aconteceu: contexto, duração aproximada, sintomas, alimentação, sono, substâncias e acontecimentos anteriores. Isso pode ajudar na avaliação.

Se a crise foi a primeira, se houve sintomas físicos relevantes ou se o padrão mudou, converse com um serviço de saúde.

Medo de uma nova crise

Após um episódio, algumas pessoas passam a monitorar o corpo e evitar lugares onde imaginam não conseguir ajuda. Esse medo antecipatório pode aumentar o impacto na rotina.

A psicoterapia pode trabalhar compreensão das sensações, interpretações de perigo, estratégias de enfrentamento e retomada gradual de atividades, conforme a avaliação individual.

Atendimento em Itajaí

Quem mora ou trabalha em Itajaí pode buscar avaliação presencial e considerar atendimento online quando adequado. O formato deve ser combinado levando em conta segurança, privacidade e continuidade.

Em situação aguda, psicoterapia agendada não substitui UPA, pronto-socorro ou SAMU 192.

Emergência e apoio

Ligue 192 em situações de urgência clínica ou psiquiátrica. Se houver sofrimento emocional e necessidade de conversar, o CVV atende gratuitamente pelo 188.

Este conteúdo é informativo e não deve ser usado para confirmar diagnóstico ou excluir uma condição médica.

Perguntas frequentes

Crise de pânico é perigosa?

Os sintomas podem ser intensos, e sinais semelhantes podem ter outras causas. Na dúvida, procure avaliação de saúde.

Devo ir ao pronto-socorro na primeira crise?

Sintomas novos, intensos ou com dúvida diagnóstica justificam avaliação imediata, especialmente dor no peito, desmaio ou falta de ar importante.

Psicoterapia pode ajudar?

Pode integrar o cuidado após avaliação, trabalhando compreensão, medo antecipatório e estratégias adequadas à pessoa.

Qual número ligar em uma emergência?

O SAMU atende pelo 192. O CVV oferece apoio emocional gratuito pelo 188.

Fontes e referências

Conteúdo educativo. Última revisão editorial: 7 de agosto de 2026.

Quer esclarecer uma dúvida sobre atendimento?

Entre em contato para verificar modalidade, disponibilidade e adequação do serviço à sua necessidade.

Conversar pelo WhatsApp